“O maestro Laurence Cummings aborda cada peça com um entusiasmo quase ofegante.”
Richard Fairman, Financial Times
Laurence Cummings é um dos mais empolgantes e versáteis expoentes da interpretação histórica na Grã-Bretanha, tanto na qualidade de maestro como de cravista. Sendo um conceituado especialista em Händel, o jornal The Guardian escreveu: “Cummings conta-se actualmente entre os melhores defensores do compositor no mundo. Modesto no pódio, fiel, acima de tudo, à partitura, Cummings combina a energia e a inventividade de Händel com um lirismo, uma generosidade e uma dignidade inconfundíveis.”
É Director Musical da Academia de Música Antiga e da Orquestra Barroca da Casa da Música, no Porto, tendo já desempenhado os cargos de Director Artístico do Festival Internacional de Händel de Göttingen (2011-2021) e de Director Musical do Festival de Händel de Londres (1999-2024).
Frequentemente elogiado pelas suas elegantes e cativantes interpretações operáticas, a sua carreira levou-o a percorrer toda a Europa, dirigindo novas produções em salas como o Royal Ballet e a Opera Covent Garden (Jephtha, Bernice), a Ópera de Zurique (Belshazzar, Rei Artur), a Ópera de Frankfurt (Hércules), a Ópera Nacional Neerlandesa (Idomeneo), o Theater an der Wien (Saul), a Ópera de Gotemburgo (Orfeu e Eurídice, Júlio César, Alcina e Idomeneo), o Theater Basel (A Coroação de Poppea), o Festival de Händel de Halle (Agripina), o Théâtre du Châtelet de Paris (Saul) e a Ópera de Lyon (Messias). Trabalhou com encenadores como Barrie Koskie, David McVicar, Christoph Marthaler, Deborah Warner, Adele Thomas, Claus Guth, Oliver Mears, Sebastian Baumgarten, John Caird, Graham Vick e Peter Sellars. No Reino Unido, tem actuado regularmente no Festival de Ópera de Glyndebourne, na Ópera Nacional Inglesa, na Ópera de Garsington e na Opera North.
Igualmente activo no circuito de concertos, é frequentemente convidado para dirigir orquestras de instrumentos de época e modernos em todo o mundo. Nas últimas temporadas, trabalhou com a Orquestra de Câmara de Zurique, a Orquestra Sinfónica da Rádio de Frankfurt, a Sociedade Bach dos Países Baixos, a Orquestra da Era do Iluminismo, a Orquestra Nacional Real Escocesa, a Orquestra Sinfónica Nacional da Irlanda, a Orquestra Tonkünstler de Graffeneg, a Music of the Baroque Chicago, a Orquestra de Câmara de St. Paul de Minneapolis, a Orquestra Sinfónica de St. Louis e a Sociedade Händel e Haydn de Boston.
Cummings gravou vários discos, incluindo com Emma Kirkby e a Academia Real de Música para a BIS, com Angelika Kirschlager e a Orquestra de Câmara de Basileia para a Sony BMG, com Maurice Steger e a orquestra The English Concert para a Harmonia Mundi e com Ruby Hughes e a Orquestra da Era do Iluminismo para a Chandos, bem como uma série de espectáculos de ópera e concertos gravados ao vivo no Festival Internacional de Händel de Göttingen e promovidos pela Accent, tendo ainda lançado inúmeras gravações de recitais a solo de cravo e música de câmara para a Naxos.
Para além dos seus compromissos com a Academia de Música Antiga e a Orquestra Barroca da Casa da Música, os destaques de 2025/26 incluem produções de Júlio César para a Ópera de Frankfurt e O Retorno de Ulisses à Pátria para a Ópera de Garsington, bem como vários concertos com a Camerata de Manchester, a Orquestra Nacional Real Escocesa, a Orquestra Filarmónica Real de Liverpool e a Orquestra Sinfónica de Antuérpia.
Cummings estudou órgão na Faculdade de Christ Church da Universidade de Oxford, onde se formou com distinção. Até 2012, foi Chefe do Departamento de Interpretação Histórica da Academia Real de Música, o que levou à inclusão de orquestras barrocas e clássicas no respectivo currículo. Actualmente, é Professor William Crotch de Interpretação Histórica.


